Category: poems

  • What I am

    I don’t know what I am, what I’ll be or even what I want to be. I know that I feel tired and that tired I remain.

    I know that I want to be loved by someone and be in love with someone.

    I don’t know that someone. I believe I do, but we haven’t yet met. I don’t who I am. Or what am I.

    I can’t ask you to love someone I don’t even know, right? I can’t ask you to love someone who doesn’t know what they want. I can’t ask you to love what I don’t. I can’t ask you to love a person you don’t know. A person that doesn’t know herself.

    But I promise if you do, I will finally know who I am. I promise if we ever meet, I will love you with all that is left of me. If we ever meet, I love you. And I always will. But if we ever meet, I hope you recognize me.

  • Viciada em ler

    Pensei que era viciada em escrever, consegui viciar-me em ler
    Parece tão mais seguro ver a história por fora, mas deixa demasiado a desejar, é tão mais tentador ver a história por dentro
    Viver a história por dentro, lê-la de fora mas com uma escuta nos bastidores
    Observar a vida pelo uma câmera de vigilância
    Enquanto se é obrigada a vivê-la em paralelo
    Ou a tentar vivê-la
    Eu sei lá
    Não sei fazer publicidade
    Não sei fazer histórias bonitas
    Não quero publicidade
    Apenas tento fazer dinheiro com isto por que parece que é a única coisa que faço.
    Posso sempre fechar os meus textos num cofre selado arranjar um trabalho que pague a renda e enfim viver a vida paralela, ausentar-me quando ficar aborrecida, fico apenas no meu posto de vigilância a garantir que nada colapsa enquanto eu fico no meu cofre fechado no meu universo impossível
    Não quero histórias bonitas
    São tão falsas como aborrecidas como rapidamente se tornam tristes
    São tristes de natureza
    Uma história crua caótica confusa, como alguém. Alguém real.
    Não uma história bonita de contos de fada com margens cor de rosa.
    Odeio cor de rosa.
    É falso.
    Cor de rosa é falso.
    São viciada em ler
    Ler pensamentos
    Ler os meus pensamentos
    Não pensem que é tarefa fácil.
    Nem que tento ler os vossos.
    Ler os meus já é, acreditem, já é trabalho que chegue
    Viciada em ler, ler cada estrofe de cada poema, ler cada capítulo de cada livro
    Mas no fim escrevo
    Escrevo porque não consigo evitar.
    Escrevo porque.. porque escrevo
    É assim que vivo, é essa a minha condição, se não puder escrever… bem se não puder escrever então…
    Não tenho resposta
    Suponho que se tivesse uma boa memória
    Nah.. não funciona. Não funciona porque além de ser inútil, não seria para sempre
    Escrever não é só eternizar
    Escrever é criar.
    É deixar fluir
    Se cortares o pensamento
    O pensamento acaba
    E a criação não existe
    Wow agora foi mesmo fiquei sem palavras foi isso
    Às vezes fico parva com os sítios que as palavras me levam é como se escreve-se apenas como intermediária apenas escrevo o que alguém me dita
    E é como se ganha-se consciência de que quem dita sou eu…
    Quem escreve apesar de tudo sou eu…
    Sou eu, só eu e as vozes da minha cabeça, só eu e os pensamentos que teimam em não me deixar dormir
    É como se às vezes ganha-se consciência e ter de pensar o que…escrever a seguir.
    Sendo que quando penso no que escrever a seguir penso o que escrevi antes
    E quando penso o que escrevi antes penso porque é que comecei a escreve-lo e quando penso porque é que…
    Perco me no mar de pensamentos por onde já passei e esqueço-me de como começou
    É como uma discussão, suponho.
    Começas a discutir sobre batatas e acabas por dizer: a vida não é morango.
    Sinceramente nem sei de onde é que veio isto mas a vida certamente não é um morango.
    Enfim acho que me perdi.
    Não sei se alguma vez me encontrei ou se o farei
    Mas…continuo por aqui.
    Talvez seja este o meu propósito, talvez possa, eu sei lá não sei mesmo…
    Pensei demais, questionei demais.
    Dormi de menos.
    Desculpem se me apanharem de surpresa no meu posto de vigilância, sou capaz de ter um curto circuito.
    Mas enfim a vida continua
    Eu continuo aqui..
    Não sei bem a fazer o que, mas continuo aqui.
    Ah, talvez vos possa entreter..
    Ou fazer pensar.
    Engraçado, é o que normalmente dizem sobre a arte.
    Será que sou artista?
    Que pergunta… se não sou artista sou maluca por isso prefiro artista, é mais chique.
    Lembro desta frase, não sei bem de onde..
    “Queres ser ator ou esquizofrénico?”
    Porque é essa a linha, não é?
    A linha entre… A linha entre os nossos “problemas” e a nossa arte.. a linha entre o espelho e o reflexo, sabem a linha entre sonhar e estar acordado.
    É essa a linha, não é?
    A linha entre uma doença sem cura, e uma cura sem doença.
    A linha entre…um vício e um refúgio
    Um medo e uma necessidade
    Uma paixão e uma obsessão
    É essa linha, não é?
    Às vezes penso nisso…
    Em qual será essa linha e em quão perto estarei de a romper

  • Writing…

    Escrever não é opção
    É cura
    Escrever não é opção
    É refúgio impingido
    Escrever não é opção
    É reflexo
    É ler as entrelinhas do contrato com o próprio cérebro
    É ler nas entrelinhas da própria complexidade da mente, do mundo, do amor, de tudo o que se sente se pensa ou se pensa que sente
    Escrever nunca foi opção, nem nunca será
    Escrever não é uma profissão
    Escrever não é uma paixão
    É uma necessidade
    Que às vezes pode parecer uma maldição
    E às vezes um dom
    É refúgio do mundo
    E é um alerta para o mundo
    O livro é tão confuso de escrever como de ler
    Confuso em sentidos diferentes
    Se como leitor não entende o que lê
    Imagine como escritor não entender o que escreve
    A escrita não dá desculpas, não pede por favor, não vê horas, lugares nem pessoas à volta
    Vê letras que precisam estar no papel ou sair do teclado
    Sair do teclado devidamente ordenadas, caoticamente ordenadas ou desordenadas
    Com um ou vários sentidos ou nenhum
    Dificilmente é nenhum talvez seja apenas indefinido, não identificado, confuso, intitulado
    Mas dificilmente ou diria até nunca sem motivo
    Nunca sem causa ou sem consequência
    Nunca sem sentido
    Pode apenas seguir por linhas tortas
    Caminhos irregulares
    Caminhos que nem se parecem com caminhos
    Às vezes parecem-se com penhascos
    É, são mais penhascos do que caminhos
    Mas se pensarmos um penhasco pode ser um caminho um caminho para baixo ou para cima
    Um caminho que tem um fim
    De qualquer das formas é um caminho, certo?
    Bem passa a ser um caminho
    Escrever é simplesmente natural
    Ou subnatural
    Se calhar é mais isso
    Ou é simplesmente simples
    Simplesmente caótico
    Como deve ser.

  • Maybe

    I don’t want to talk ‘cause I don’t know what to say.
    I wanna write cause that’s all I fucking do.
    I wanna be loved but I don’t know how to love.
    That paralises me. It chokes me, it closes my troat in a second
    It freezes the tears, the eyes it gets hard to breathe.
    That’s what’s happening right now. I’m writting what’s happening right now, like a script of my own life, a script of my colapses, mostly.
    You know what’s my problem?
    I’m livving inside a cage, inside a vicious cicle.
    And I can’t wait to get out of it.
    But I don’t know how.
    I can’t be the person I want to be in this cage …maybe it aint the cage, maybe I just can’t seem to find the key.
    Maybe I should.. no that’s rediculous I can’t write comedy… congrats for those who do! You must be so much happier and ligther than me or maybe even more repressed …well I don’t know…
    Maybe I could write comedy if I wasn’t colapsing or the world weren’t colapsing
    I don’t know, maybe I just…
    Maybe I just got dark and you know maybe now my comedy sucks
    You can always laugh at my disaster
    That usually works we all laughed when Jason Statham killed that guy with fishhook or something, I didn’t at first but then I heard so many people laughing that I also did. I laughed at their laugh.
    Well, F.R.I.E.N.D.S make me laugh.
    It’s a great show.
    Who am I talking to?
    Is there anybody reading?
    No?
    Good.
    Once you read it is yours. So technically this is a gift! Go ahead, read it. Make it yours, rewrite between the lines, rewrite it in your mind, make a film out of it.
    Go ahead, take my gift to you. Make it yours.
    It makes no good on my notes, right?
    I mean I can laugh about it later.. maybe show my friends… “Look what I wrote, one more tone of white on my hospital room walls…”
    Maybe I’ll cry reading it later, when I’m trying to organize my notes and I find this and I can’t remenber when or why I wrote it.
    Maybe I’ll cry reading it. Like I did writing it.
    Hey maybe not I just endup smilling while reading it, I’m not quit sure why, but I did.
    lol, have a good day bye. I just ruin the whole thing didn’t it?
    I’m just kinda losing it these days. Anyways don’t mind me just dropping the crisis of the day.
    I Promise I’ll bring you something less depressing later.
    Who am I fooling?
    No I will, I will.
    Just wait until I meet a decent man, then I will, that’s gonna take a while problably, you can sit while you wait.
    But I will come back with something a little less depressing, I promisse.